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A gestão estratégica de pessoas na advocacia

O desenvolvimento de equipes vencedoras partirá da valorização do capital humano

O cenário jurídico atual, impactado em grande medida pela pandemia da Covid-19, tem demandado uma série de adaptações na realidade dos escritórios de advocacia. Além da necessária aceitação da revolução digital pela qual passa o mundo, a gestão estratégica apresenta-se como grande desafio jurídico da contemporaneidade. Como romper as amarras do estilo arcaico de advogar? Como compreender a importância do tratamento empresarial dos escritórios, bem como do desenvolvimento das equipes a partir de conceitos advindos da administração?

A compreensão de conceitos empresariais de gestão de equipes, cultura organizacional, liderança e endomarketing é essencial para que se crie um ambiente adequado para a implementação de uma gestão estratégica no mundo das empresas de advocacia.

O posicionamento estratégico das bancas passa pelo necessário desenvolvimento de competências que extrapolam o conhecimento das leis, da doutrina e dos posicionamentos dos tribunais. Gerir os escritórios de advocacia como empresa passa a ser condição indispensável para um posicionamento de destaque no mercado jurídico.

A partir deste panorama, necessária se mostra a gestão qualificada dos escritórios, a partir de cuidados especiais com o colaborador, que passa a ocupar a posição de principal stakeholder da organização.

É justamente neste contexto que o investimento no capital humano se apresenta como grande diferencial. Adaptabilidade, dinamismo, senso de equipe, resiliência, inovação, passaram a ser competências fundamentais dos colaboradores dos escritórios. As bancas, em contrapartida, precisam investir e reconhecer corretamente os talentos da organização.

A gestão de pessoas desponta, assim, como importante mecanismo de posicionamento dos escritórios de advocacia, em um viés pouco usual, já que muda o foco principal, e muitas vezes único do negócio jurídico. O cliente continua sendo fundamental, mas o olhar atento para o público interno, para o seu desenvolvimento e bem-estar, passam a ser de extrema relevância.

O principal ativo dos escritórios são os seus colaboradores, de modo que construir uma estrutura organizacional que priorize o talento humano e que os coloquem como parceiros da “empresa jurídica” é fundamental.

O desenvolvimento de equipes vencedoras partirá da valorização do capital humano, e de como esse indivíduo absorve a cultura do escritório de advocacia, de modo que se coloque como player importante nas conquistas almejadas pela organização.

Vinícius Secafen Mingati - OAB/PR 43.401

Disponível em:

https://105dd0bb-d1d3-4abc-ac45-e58867807b75.filesusr.com/ugd/e18e9e_c3b195a5762043f89de3967e08718c61.pdf

 

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